
Segolene foi ao Libano e causou a primeira polémica como candidata, tanto em França como no estrangeiro. A malta mais pragmatica ( e masculina ) da blogosfera gosta muito de por a senhora de orelhas a arder, mas a énarque ja conseguiu passar a primeira fase. Pisou os elefantes e pisou os dois com uma so pisadela. A experiência anterior de DSK e a austeridade do socialismo autêntico de Fabius não parecem ter sido suficientes para dobrar aquele monstro mediatico, cuja sede de vitoria come tudo quanto é sondagem. Mesmo se o quotidiano de centro-direita Le Figaro anuncia, na sua terceira pagina, que Sarkozy é o favorito dos franceses, a verdade é que este é o pior resultado da candidata francesa dos ultimos tempos, mas nem por isso as coisas lhe correm tão mal. Empatariam os dois favoritos se as eleições fossem hoje. Mas ainda estamos para ver como fara ela – e se o fara de facto – para eliminar este peso pesado. E bom bom, é ver os economicistas a dar com a testa no ecrã antes de escreverem nos blogues mais sérios. Depois surgem com aqueles posts muito paternalistas, sempre a cascar na que vêm, no fundo, como uma “piquena”
Corre na blogosfera portuguesa o comentario segundo o qual Ségolène integraria perfeitamente, com esse seu sorriso, o governo do senhor Socrates. Muitos detestam também essa inspiração blairista de terceira via descarada com que ataca as sagradas 35 heures e se atreve a falar de souplesse no mercado de trabalho. Quando lhe perguntam se é o fim do modelo liberal francês, afima que ao falar de flexibility em inglês, estava a referir-se à souplesse e não à flexibilidade anglossaxonica tão temida no reino republicano da excepção cultural. E ha uns dias, Senhor Leitor, para cumulo dos cumulos, admitiu ( ainda que de uma forma subtil, à grande écolière ) que ser ambicioso não era um defeito, se essa ambição fosse colocada ao serviço da Nation. Casamento futuro com Nicolas? Porque não? A sua primeira grande derrapagem ocorreu esta semana, quando não ouviu a comparação que o representante do Hezbollah fez entre a politica israelita a respeito dos palestinianos e o regime nazi. De qualquer forma, o Holocausto nunca existiu, segundo palavras de um padrinho do Partido de Deus, esse senhor exaltado de Teerão. Por isso, a comparação deveria assim cair em àguas de bacalhau. Ou de ostras.
Corre na blogosfera portuguesa o comentario segundo o qual Ségolène integraria perfeitamente, com esse seu sorriso, o governo do senhor Socrates. Muitos detestam também essa inspiração blairista de terceira via descarada com que ataca as sagradas 35 heures e se atreve a falar de souplesse no mercado de trabalho. Quando lhe perguntam se é o fim do modelo liberal francês, afima que ao falar de flexibility em inglês, estava a referir-se à souplesse e não à flexibilidade anglossaxonica tão temida no reino republicano da excepção cultural. E ha uns dias, Senhor Leitor, para cumulo dos cumulos, admitiu ( ainda que de uma forma subtil, à grande écolière ) que ser ambicioso não era um defeito, se essa ambição fosse colocada ao serviço da Nation. Casamento futuro com Nicolas? Porque não? A sua primeira grande derrapagem ocorreu esta semana, quando não ouviu a comparação que o representante do Hezbollah fez entre a politica israelita a respeito dos palestinianos e o regime nazi. De qualquer forma, o Holocausto nunca existiu, segundo palavras de um padrinho do Partido de Deus, esse senhor exaltado de Teerão. Por isso, a comparação deveria assim cair em àguas de bacalhau. Ou de ostras.
No Hexagono.


E olhar para ele agora? Toda a menina Sex and the City que se preze ja não trabalha sem ele. O in do momento? Estar sentado(da) numa cidade europeia com um café de quatro euros na mão e um Mac em cima mesa. Não é realmente importante o que se faz com o aparelho, mas convém que, pelo menos, o bar ou café em causa esteja equipado com Wireless. Mas a Apple pensa em tudo. Esse tal de Ipod que tudo pode, conquista a gerações urbanitas desde o Central Park até aos Jardins de Kuala Lumpur. Assim, depois de seis meses de greve ao exercicio fisico, decido entrar pelo Jardin du Luxembourg, armado com o meu (novo) fiel amigo. Um iPod Nano, como lhe chamaram la na loja. Nano? Em espanhol, enano é anão. Pouco viril, mas por menos de cem euros, é o que ha. O iPod pode. Ai, pode, pode. Um amigo espanhol disse-me ha uma semana que el Ipod hace amigos. Acreditei. Todos acreditamos. Num abrir e fechar de olhos, a festa passou a dividir-se através dos que tinham e dos que não tinham um Ipod (ou qualquer outro producto Apple). Aderi à corrente e hoje mesmo prometi a mim proprio que, se comprasse esse tal de Nano, faria uma hora de jogging no Jardim do Luxemburgo. ( supõe-se que três vezes por semana). Ai pode, pode. Ele pode com tudo. Ao fim de seis canções e a arfar como um bufalo numa tarde de caça, resolvi alternar o passo com os ritmo das musicas. O pior foi, senhor leitor, quando o tal de Nano resolveu dar voz a Juanes e à camisa negra. A minha era branca. Tudo era branco nessa hora de desporto. O Ipod, a camisola, os phones, os fios, os cabos, o Nano... O parque vê-se invadido por varios seres cosmopolitas de ambos os sexos, que, sem complexos e alguns com complexos de moda, passeiam os corpos ao ritmo de canções provavelmente adquiridas numa pagina da internet preparada para o efeito. Desde aqui gostariamos de sugerir a criação de uma rede de Ai Pode municipal, onde as canções ouvidas e partilhadas no momento permitiriam a constituição de verdadeiros batalhões de exercicio fisico, para além de uma excelente ocasião para establecer relações sociais. Toca a telefonar para Silicon Valley. Porque esta gente pode fazer de tudo. Ai Pode, pode.
